VILAR DE MOUROS SEMPRE

Blogue que visa a promoção e divulgação de Vilar de Mouros, sua cultura, seus interesses, necessidades, realizações e suas gentes, mas que poderá abordar também outros temas, de ordem local, regional ou mesmo nacional.

sábado, 2 de março de 2013

QUE SE "...." A TROICA, diz o povo!


Também em Viana do Castelo, como por todo o país, ocorreu hoje, dia 02 de Março, à tarde, uma manifestação de repúdio pelas políticas impostas ao povo português por um governo  mais papista que o Papa (que nem existe, neste momento), aplicando friamente, sem contemplações, um programa de austeridade e de empobrecimento generalizados que vai muito para além do que o famigerado memorando com a troica estipulou.

Depois de um cortejo pelas ruas da cidade, a que não cheguei a tempo de assistir, os manifestantes concentraram-se na Praça da República, tendo o chafariz
servido de palco improvisado para uma série de intervenções, por oradores  de ocasião, mais ou menos improvisados que, na linha do que defende o movimento  “Que se lixe a “troika”” e aproveitando o facto de os seus representantes se encontrarem no nosso país para mais um exame ao “bom comportamento” do governo, bateram todos na mesma tecla: a necessidade de mudar de política,  de governantes e de correr com a troica.

Pena que a qualidade do som tivesse deixado muito a desejar mas, mais importante que as palavras (algumas eram impercetíveis) foi o sentimento generalizado de uma
 
forte comunhão de ideias, bem patente entre todos os presentes, em número significativo, calculo que cerca de um milhar. Não sendo muito, penso que poderá ser considerado satisfatório para uma pequena cidade como Viana do Castelo. Já quanto ao concelho de Caminha e à freguesia de Vilar de Mouros, sinceramente, e embora admitindo que estivessem lá pessoas que nem vi  nem aparecem nas fotos…esperava bastante mais.

O cantar da “Grândola Vila Morena”, com distribuição prévia de papelinhos com a letra, para evitar desafinações
linguísticas  “à Relvas”, foi talvez o momento mais bonito e emocionante de uma contestação ordeira, pacífica, mas bem demons- trativa da indignação das pessoas pelo caminho que nos querem obrigar a prosseguir. Os cartazes, alguns bem fortes e sem papas na língua, como se pode constatar, são a prova disso mesmo.
 
 
 
 
 
 
 
 





 

 

sábado, 16 de fevereiro de 2013

NOVA PONTE SOBRE O RIO COURA! FINALMENTE!

O título, desta vez, não é mais que o aproveitamento de uma “gracinha” da natureza, sem outra intenção que não seja a de chamar a atenção para uma obra cuja necessidade vem sendo badalada há décadas, é falada, sobretudo, em períodos de campanha e pré-campanha eleitorais, mas bem depressa é esquecida logo que os vencedores instalam seus delicados cus nos respetivos poleiros. Enfim, agora que estamos a entrar num novo ciclo de promessas e boas intenções, aqui fica a minha dica (não cobro nada por ela):
 - senhores (as) candi- datos (as) de todos os quadrantes políticos e mais alguns, metam nos vossos programas a nova ponte de Vilar de Mouros! Não custa nada e fica sempre bem! Já todos sabemos que o que se diz e se escreve em campanha eleitoral não é para ser levado a sério e dois ou três votinhos que isso renda…podem significar uma grande vitória “democrática”. Vão por mim!

Agora e mudando de registo, o rio Coura vem sendo, e continua a ser, quase sempre pelas piores razões (poluição, assoreamento, morte de peixes, derrocada de margens, inavegabilidade por obstrução do leito, etc, etc) motivo de atenção para quem se preocupa minimamente com a preservação do que Vilar de Mouros tem de melhor, em termos ambientais e paisagísticos. Não será, assim, por acaso, que muitas das mensagens já publicadas neste blogue lhe digam, direta ou indiretamente, respeito. 

O motivo próximo desta última tem a ver com a queda, no dia nove de Fevereiro, de um eucalipto de grande porte que está a obstruir, por completo, todo o leito do rio, há já uma semana. Como se pode verificar pelas fotos que junto, tiradas hoje, dia quinze, a enorme árvore, ao desprender-se  do  solo   na
margem direita do rio atingiu, com grande violência, uma vasta área da margem contrária, bloqueando a passagem na calçada do Caminho da Veiga, rebentando os fios de postes de iluminação pública aí existentes e formando uma autêntica ponte entre as duas margens. Isto terá ocorrido na noite de oito para nove, tendo o alarme sido dado pelo sr Alexandre Barrocas, que pretendia, sem o conseguir, passar com os seus animais para a habitual pastagem, na veiga. Segundo o mesmo me informou, deslocaram-se ao local elementos dos Bombeiros de Caminha e da Marinha, que procederam aos trabalhos de remoção e limpeza de modo a possibilitar o trânsito nessa via. Felizmente, os danos materiais  são de  pouca monta e pessoais não houve, mas
podia ter havido! Agora, parece-me pertinente recor- dar a mensagem que publiquei em 14 de Maio de 2010 (AQUI) há quase três anos, chamando a atenção para o estado lastimável e de quase abandono em que o rio se encontrava e para a necessidade de uma intervenção de fundo, bem planificada, tanto no seu leito como nas suas margens. E que foi feito? Nada. Não será uma tarefa fácil, reconheça-se; terá de ser, talvez, por etapas; exige tempo e verbas disponíveis mas…é preciso dar o primeiro passo e não se vê maneira! Promessas?! Ah, sim, imensas! Aliás, é garantido, estão a chegar aí mais umas carradas delas!…TODOS os programas de TODAS as listas
candidatas às próximas autárquicas vão declarar, ninguém duvide, um AMOR louco ao rio Coura! Vai uma aposta?! 

Julgo também oportuno relembrar o que se passará (ou não passará…) com a reparação do troço de calçada nesse mesmo Caminho da Veiga, onde as lajes descaíram para o leito do rio, objeto, igualmente, de uma mensagem minha, publicada a 15 de Abril de 2010 (AQUI). Apesar de ter sido anunciado, por essa altura, em Assembleia de Freguesia, que haveria já orçamentos para se proceder às obras necessárias (que nem me parece que sejam de grande vulto…), o certo é que até hoje, passado quase um
mandato, nada foi feito! Será que vai ser agora, com eleições à porta?! Ou nem isso, por se tratar de uma obra que não dá assim muito nas vistas? 
Aguardemos, que a crise tem as costas largas…e português aguenta, ai aguenta, aguenta!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

CENTRAL ANTIGA DE COVAS - Restauro de edifício secular

 A Junta de Freguesia de Covas, Vila Nova de Cerveira, promoveu a realização, a dois de Fevereiro de 2013, pelas 14H00, da inauguração do restauro do antigo edifício da Central Hidroelétrica do Coura, precisamente no dia em que se completa a passagem de 101 anos sobre a iluminação pública elétrica da vila de Caminha, a primeira de todo o Alto Minho e uma das primeiras do país a consegui-lo, graças à energia produzida nessa mesma central. A cerimónia, para a qual também fui convidado, como membro do GEPPAV – Grupo de Estudo e Preservação do Património Vilarmourense, decorreu  junto  ao  velho  edifício  que beneficiou,  bem

como toda a área envolvente, incluindo o caminho de acesso à EN 301 e a pequena ponte pedonal sobre o rio Coura, de alguns melhoramentos que, embora modestos, lhe conferem a dignidade mínima de que é merecedor, pelo que representa em termos de salvaguarda da memória histórica de um empreendimento que, para a época, foi de uma extraordinária importância para toda esta região e se ficou a dever ao enorme esforço, capacidade e arrojo de uma família caminhense que está na sua génese: a família Lourenço da Cunha.

Pena que não tenha sido possível a colocação de um telhado, mas isso iria onerar bastante a obra e a conjuntura financeira não é, como todos (ou quase) vimos sentindo na pele, nada favorável a gastos que possam ser deixados para mais tarde. Talvez noutra altura, quem sabe…

De qualquer modo, o agora realizado foi um enorme salto qualitativo na recuperação de um espaço que  se  encontrava  num completo  abandono,  com  o  edificio
principal em ruínas, à mercê de vândalos que, ao longo dos anos, o foram esvaziando de tudo quanto era desmontável e transportável, sobrando a maquinaria pesada, ou parte dela. 

Tratou-se de um ato simples mas de grande significado, com a presença de largas dezenas de pessoas (julgo que todas convidadas), da comunicação social, do Grupo Local de Covas (grupo de intervenção pertencente à Junta e articulado com a Proteção Civil), que foi animado pela atuação do Grupo de Bombos, da Associação Cultural e Recreativa do Divino Salvador de Covas e por um dueto que interpretou, cantando com acompanhamento à viola, o hino da freguesia.

Para além do secretário da Junta, Pedro Araújo, que terá sido o principal dinamizador des-
te projeto e que coordenou o evoluir de toda a sessão, usaram da palavra:

- Rui Manuel Esteves, Presidente da Junta de Freguesia de Covas;

- Damião Cunha, em representação da família Lourenço da Cunha (médico, a residir, atualmente, em Vilar de Mouros);

- Joaquim Gameiro, trabalhador da empresa durante mais de quatro décadas e antigo Presidente da Junta de Covas; 

- Paulo Bento, historiador e autor do livro Do Coura se fez luz; 

- Eng. Serranho, em representação da EDP;

- José Carpinteira, Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira.

De uma maneira geral foi, pelos oradores, relembrada e enaltecida a importância do papel dos mentores deste sonho, a família Lourenço da Cunha, há um século atrás, bem como de todos os que prestaram serviço na empresa ao longo dos anos; foi agradecida a colaboração de quantos, hoje, trabalharam, institucional ou individualmente, para que esta requalificação tivesse sido possível, nomeadamente a Junta de Freguesia de Covas, a Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, a EDP e o Professor Paulo Bento que, para além de ter colaborado
na elaboração dos painéis colocados nas paredes exteriores do edifício (junto duas fotos de parte dos mesmos), acabou por estar, de facto, na origem de tudo isto ao publicar, há precisamente um ano, por altura do centenário da inauguração da luz elétrica pública em Caminha, o livro que atrás referi. Por isso o seu nome figura, e com toda a justiça, na lápide comemorativa dos 101 anos, descerrada pelo sr Joaquim Gameiro, que aí trabalhou desde 1945 até 1987, sendo os últimos anos já na Central nova de France, da EDP, como encarregado. 

A jornada continuou com a abertura da porta do edifício restaurado, feita, simbolicamente, pelo pároco da freguesia, de modo a  que todos  pudessem  apreciar o seu interior e o que resta da maquinaria pesada que tanta
energia elétrica produziu, tendo concluído com a oferta de uma muito bem servida e farta merenda.

Bem hajam todos quantos contribuíram para esta realização, com particular realce, como primeira responsável e entidade organizadora, para a Junta de Freguesia de Covas.
 
 
 
 

sábado, 26 de janeiro de 2013

ONDAS DE SETE METROS EM MOLEDO

Sim, sete metros, anunciou a meteorologia para o dia 22 de Janeiro de 2013, como previsão da altura das ondas no mar de Moledo, uma das praias mais bonitas e frequentadas de toda a faixa litoral norte. Não tenho meios de garantir que assim tivesse sido, como é evidente, mas as imagens que aí captei, nesse mesmo dia, pelas dezassete horas, mesmo com a maré em baixo, dão uma ideia bem clara da impetuosidade da ondulação e da força do vento que a acompanhava. 

As gaivotas, essas sim, usufruíram a preceito da situação, andando, como bem se vê, numa verdadeira roda viva, desafiando, com uma agilidade impressionante, a intempérie e tirando a barriga de misérias ao colher, das águas revoltas, o alimento que o mar, com a sua fúria, arrancava das próprias entranhas e punha à sua disposição.



É um pequeno vídeo com um pouco mais de três minutos, sem quaisquer pretensões de qualidade artística (era o que faltava…foi feito em péssimas condições, sem sair do carro devido ao mau tempo e eu, de filmagens, sei muito pouco ou nada) mas que documenta uma situação que não é, propriamente, recorrente e que achei por bem registar e pôr aqui, sobretudo para os amigos e seguidores do blogue que andam por terras distantes e que, estou seguro, irão apreciar, até como paliativo para aliviar as saudades.

Como  música de fundo,  uma passagem de “O Lago dos Cisnes”, de Tchaikovsky, de que muito gosto  e que se enquadra bem, parece-me, no tipo de vídeo.
Aconselho a visualizarem em grande ecrã para melhor poderem sentir toda esta impressionante e maravilhosa força da natureza.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

TEATRO VOLTA AO CIRV

Após nova interrupção em 2011, o teatro voltou à cena, uma vez mais, pela quadra natalícia, no CIRV – Centro de Instrução e Recreio Vilarmourense.
Este ano foi no dia de Reis, 6 de Janeiro, numa tarde fria mas soalhenta de domingo.
Não tendo, nem podendo ter, o impacto da última edição, em 26 de Dezembro de 2010, também um domingo à tarde, nem por isso deixou de se revestir de uma importância assinalável, demonstrando à saciedade o significado que esta atividade continua a ter para os vilarmourenses em geral. 
Recorde-se que naquela altura assinalava-se a passagem do 75 º aniversário da coletividade, houve um forte empenhamento da direção, houve  a participação direta do GEPPAV – Grupo de Estudo e Preservação do Património Vilarmourense, conseguiu-se a colaboração do experiente Prof. Fernando Borlido,  que adaptou, encenou (incluindo a construção de novos cenários) e ensaiou uma peça escrita em 1949 pelo vilarmourense Avelino Porto, irmão do Arquiteto José Porto.
 
 
 
 
Desta vez tratou-se de um espetáculo mais simples, feito apenas com a “prata da casa” e que constou de três partes:

 1 - a execução individual, em teclado, de alguns trechos musicais, por três alunos da Escola de Música da associação, sob a orientação da respetiva professora, Lúcia Marques;
 
2 - a apresentação da peça “Atenção, sentido”, comédia de cariz militar, como o seu próprio nome indica e as fotos não deixam margem para dúvidas, escrita por Álvaro Peixoto e encenada pelo José Maria Barros, um vilarmourense já com larga experiência nestas andanças e membro de uma família que muito deu, e continua a dar, ao teatro amador. Basta reparar no número de “Barros” que aparece no elenco deste ano:

 . José M ª Lages Barros (encenador), Pedro Barrocas Costa, Gabriel Barros, Amélia Barros, Soraia Gonçalves, José Joaquim Barros, Sara Barros e Valter Gonçalves (ponto);

 3 – exibição de curtas passagens de danças modernas, por quatro “bailarinos” (alguns haviam acabado de participar na peça teatral e nem tiveram tempo de eliminar a maquilhagem, como se pode verificar pelas imagens, rsrsrsrs…..)
Foi um espetáculo divertido, proporcionado por um grupo de jovens, muito jovens mesmo, com pouca ou, em alguns casos, nenhuma experiência em palco, mas que mostraram possuir já algum saber estar, bastante à vontade e, sobretudo, muitas potencialidades. Esperemos que isso seja o indicador de que, a partir de agora, com estes e outros participantes, o tradicional Teatro de Natal não terá mais interrupções nesta associação.
O público compareceu em número assinalável, ultrapassando as expectativas, para o que terá contribuído o facto de as entradas serem gratuitas mas, talvez mais importante do que isso, o gosto que as pessoas continuam a ter pelo teatro e a decisão de voltar a realizar o espetáculo à tarde, em vez de ser à noite, o que afastaria, inevitavelmente, nesta época de frio ou chuva,  sobretudo as pessoas mais idosas ou debilitadas fisicamente.
 
 As minhas felicitações a todos quantos possibilitaram este importante evento e, aproveitando a oportunidade, votos de um 2013 com muita saúde e êxitos.