VILAR DE MOUROS SEMPRE

Blogue que visa a promoção e divulgação de Vilar de Mouros, sua cultura, seus interesses, necessidades, realizações e suas gentes, mas que poderá abordar também outros temas, de ordem local, regional ou mesmo nacional.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

DIA MUNDIAL DA CRIANÇA

O Dia Mundial da Criança, promovido pela Câmara Municipal de Caminha e pela CPCJ - Comissão de Proteção de Crianças e Jovens, celebrou.se, este ano, no Largo do Casal, em Vilar de Mouros, com a participação de toda a comunidade escolar concelhia, dos jardins de infância e do primeiro ciclo. 

Foi bonito de ver todo aquele belo recinto fervilhando de movimento e cor, com tantas crianças participando, animadamente, de uma ou outra forma, nas várias atividades programadas, de que destaco a representação, por um grupo de alunos da Escola Básica do Vale do Âncora, no palco onde já atuaram grandes grupos roqueiros, da peça “O Capuchinho Vermelho”, adaptada para o efeito por um grupo de trabalho da educação da já referida CPCJ .
Curiosamente, foi o caminhense Paulo Baixinho, que abriu, em 2014, nesse mesmo palco, o Festival de Música então realizado, quem encerrou o evento, com músicas adequadas aos interesses de crianças com estas idades. 

Porque uma imagem é bem mais eloquente que muitas palavras, junto um pequeno vídeo e algumas fotos que ilustram um pouco do muito que aconteceu. A foto onde aparece o sr Presidente da Câmara recolhi-a da página do Facebook “Caminha Município”, uma vez que não pude estar presente quando fez a sua curta intervenção. A foto onde eu apareço foi-me enviada pela professora, ex-colega do Ensino Especial e boa amiga, Ilda Grisantes. Obrigado, Ilda, não fosses tu e o mais bonito dos presentes nem ia aparecer nesta mensagem! Mas pronto, como não sou mal agradecido, a tua foto e a dos teus meninos aparece mesmo ao lado. Creio que estamos pagos... 


VÍDEO 



FOTOS
















quarta-feira, 3 de junho de 2015

III TRIATLO LONGO DE CAMINHA

Iniciativa louvável que pode ser melhorada
EN 301, da rotunda de acesso à A 28 até Vilar de Mouros, sem divisão de faixas

Decorreu no passado dia 30 de Maio, sábado, neste concelho, o III Triatlo Longo de Caminha,   uma prova organizada conjuntamente pela Federação de Triatlo de Portugal, pela Associação de Triatlo de Caminha e Câmara Municipal. Segundo informação constante da página online desta última entidade terão participado, na edição deste ano, cerca de 300 atletas, na sua maioria portugueses e espanhóis, mas também de nacionalidade francesa e inglesa. Sintetizando, tratou-se de duas competições numa só, sendo uma delas pontuável para o
EN 301, da rotunda de acesso à A 28 até Argela, com divisão de faixas
Campeonato Nacional de Clubes Triatlo Longo - incluindo a natação (1 900 metros), o ciclismo (90 000 metros) e a corrida pedestre (21 100 m) – e a outra uma prova aberta a atletas de ambos os sexos e a vários escalões etários, a partir dos 18 anos, integrando as mesmas modalidades mas reduzindo a extensão dos respetivos percursos (1 500 metros para a natação, 48 000 m para o ciclismo e 10 000m para a corrida). Em Vilar de Mouros passaram, individualmente ou em pequenos grupos, os ciclistas.
As famosas curvas de Extracoura, sem qualquer proteção há décadas

Tratando-se, sem dúvida, de uma iniciativa de todo o interesse para a promoção desportiva e turística do concelho e podendo, através da maior visibilidade que lhe proporciona, favorecer também a criação de condições que potenciem um desenvolvimento social e económico de que o mesmo tanto carece, só nos resta enaltecer todos os esforços realizados para que este evento tivesse sido, uma vez mais, possível, e fazer votos para que novas edições venham a ter lugar.
Sendo, pelo número de participantes, pela exten- são, diversidade dos trajetos a percorrer (muitos dos quais em zonas habitadas) e até pela própria duração (cerca de 8 horas),  uma prova com- plexa, parece ser opinião generalizada de que a organização esteve bastante bem e melhorou substancialmente em relação ao ano transato.

No entanto, não querendo ser desmancha-prazeres e tendo como único objetivo o de dar o meu pequeno contributo para que futuras edições possam vir a ser ainda melhores e evitar algum mal-estar entre os moradores, gostava de deixar aqui   uma sugestão ou um pedido: não impeçam que os residentes nos sítios de Chelo, da Batalha e da Brasileira, todos situados no Lugar do Agrelo, da Freguesia de Vilar de Mouros, tenham acesso às suas habitações com os respetivos automóveis ou, no mínimo, permitam que possam estacionar o mais próximo possível delas. São cerca de vinte e
cinco casas nestas condições e o problema até é, parece-me, facilmente ultrapassável, desde que se faça, na EN 301, no sentido norte (Vilar de Mouros), o mesmo que foi feito no sentido sul (Argela), a partir da rotunda de ligação à A 28:  dividir a faixa de rodagem em duas partes, com recurso a uns mecos e uma fitas, passando os atletas (neste caso, os ciclistas) por um dos lados e, se necessário, os automóveis pelo outro. Algumas das imagens que junto explicam, por si só, a situação.

É que os moradores de todo o lugar do Agrelo e, muito em especial, os que acima referi (entre os quais me incluo) vêm sendo, desde há muito, fortemente massacrados, apenas porque moram no sítio “errado”. Se há uma cheia do rio Coura, ficam isolados do resto da freguesia, sem acesso à escola, à junta, à igreja, à associação, a um simples café ou loja comercial; se há um festival, é-lhes cortado ou, pelo menos, muito dificultado, o acesso a casa; numa prova como este triatlo, ficam mais de oito horas sem poder entrar ou sair de automóvel; não sendo o único, é dos lugares da freguesia que com mais
sequelas ficou dos impactes negativos da construção da auto estrada; a internet é, de uma maneira geral, mais lenta (ou parada…) por ser fim de linha e outros motivos; quando falta a luz pública é, por norma,  das áreas mais atingidas e que mais demora a recuperar; uma boa parte dos muitos incêndios que, recorrentemente, visitam Vilar de Mouros, “atacam” por este lado e, para fechar o ramalhete, até o tornado que em 16 de Setembro de 2014 arrasou árvores e destruiu telhados, selecionou Chelo (cujo largo se encontra, ainda, numa lástima) e Casal como seu teatro de operações preferido! 

Bem, por favor… 


A "limpeza" de bermas na EN 301



domingo, 3 de maio de 2015

ASSEMBLEIA GERAL DO CIRV – Centro de Instrução e Recreio Vilarmourense


O (mais que) previsível, aconteceu


Realizou-se no dia 26 de Abril de 2015, à tarde, uma Assembleia Geral Ordinária do CIRV que incluía, na sua ordem de trabalhos e em cumprimento do Regulamento Interno em vigor, dois importantes pontos: a aprovação do relatório e contas de 2014 e a ELEIÇÃO DOS CORPOS GERENTES para o biénio 2016 / 2017.

Se o primeiro desses pontos foi aprovado, por unanimidade, sem qualquer problema, já o segundo, infelizmente e como era previsível, teve de ser adiado dada a ausência, uma vez mais, de qualquer lista de candidatos. Estiveram presentes, conforme se pode ver pelas fotos, um total de 15 sócios (eu, como fotógrafo, não apareço) o que já nem é mau de todo, atendendo aos antecedentes.
Os tempos não são fáceis, todas as associações atravessam momentos complicados e o CIRV que, para além do mais, tem problemas específicos que se arrastam sem solução há demasiado tempo (como a questão da legalização) e foi, ele também, sejamos honestos, vítima de um clima de crispação, desconfiança e mesmo hostilidade que alguns teimaram em semear na freguesia, não podia sair imune. Como não saiu.

Por razões várias, os sócios vêm-se afastando cada vez mais da associação e são poucos os que continuam a pagar as quotas. Alguns dos jovens que colaboravam, regularmente, nas suas atividades, como é o caso do teatro, afastaram-se por desentendimentos vários, outros tiveram de ir trabalhar para zonas distantes ou mesmo para o estrangeiro. Bom, o que é certo é que os únicos sinais de vida que ainda se vão, felizmente, mantendo, sabe-se lá por quanto tempo, são os
Cantares dos Reis e respetivo almoço-convívio, a Escola de Música (que pode também estar em perigo, se o município não apoiar rapidamente) e o GEPPAV- Grupo de Estudo e Preservação do Património Vilarmourense, como secção autónomna. Nem o novo recinto desportivo exterior conseguiu, como se poderia pensar, cativar a juventude e dar outro movimento à coletividade.
Deveras frustrante para uma casa que tantas espectativas criou aquando da construção da sua nova sede, curiosamente inaugurada pelo atual Presidente da República, então primeiro-ministro…
A cadeira vazia representa.me

Voltando à assembleia, face à inexistência de qualquer lista e à indisponibilidade de a direção cessante se voltar a recandidatar (refira-se que esta direção, presidida por Mário Ranhada, já vai no terceiro mandato consecutivo), foi decidido, por proposta minha, escolher, de entre os presentes, um grupo de trabalho com a finalidade de, no mais curto prazo de tempo possível, contactar, sensibilizar e mobilizar outros sócios com vista à criação de condições  para a constituição de uma lista que possibilite o preenchimento dos lugares necessários à formação dos três órgãos sociais do CIRV (Assembleia Geral, Direção e Conselho Fiscal) exigidos regimentalmente. Esse grupo de trabalho é composto por Basílio Barrocas, João Arieira, Sónia Fiúza, Jorge Guerreiro e Mário Alves.

Ainda que outro motivo não houvesse (e há muitos) o respeito pela memória de todos quantos lutaram para que tivesse sido possível a criação e o engrandecimento do “nosso” Centro de Instrução e Recreio Vilarmourense  não vai permitir, estou seguro, que não sejamos capazes, apesar de todas as dificuldades, de encontrar uma solução diretiva que garanta a sua continuidade. Não nos esqueçamos que se trata de uma INSTITUIÇÃO DE UTILIDADE PÚBLICA, conforme declaração de 22 de Agosto de 1984, publicada em Diário da República, II Série, de 6 de Setembro do mesmo ano.

Assim, aqui fica o meu pedido a todos os sócios: conversem com os vossos amigos, contactem qualquer uma das cinco pessoas que acima referi, apresentem-lhes as vossas ideias e propostas, ofereçam-se ou sugiram outras pessoas para fazer parte dos órgãos sociais a eleger..

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

BOAS FESTAS, COM MUITA LUZ E COR

Tal como já o fiz em 2013, também este ano decidi colher, percorrendo várias freguesias do concelho de Caminha, algumas imagens das múltiplas representações, cheias de luz e cor, por todo o lado espalhadas,  alusivas à quadra festiva que atravessamos, de Natal, Ano Novo e Reis.


Com mais sobriedade do que noutros tempos, de vacas gordas, nem por isso deixam de ter a sua beleza e de contribuir para a preservação de uma prática cultural já profundamente enraizada nas nossas gentes. Assim, bem haja quem, de algum modo, ajudou a engalanar, uma vez mais, as nossas praças, largos e ruas.


Não tendo tido oportunidade de visitar todas as freguesias, como gostaria, garanto-vos que, mesmo assim, já apanhei uma dose de frio bem superior à que estava nos meus planos.

As imagens que publico, selecionadas de entre aquelas que me pareceram de maior interesse, mais não pretendem do que dar uma pequena ideia àqueles conterrâneos que, por qualquer motivo, não puderam estar presentes, da sempre renovada e colorida encenação noturna do nosso concelho, no período natalício. E, já agora, a todos os meus amigos de outras paragens que, conhecendo ou não Caminha, quem sabe se com estas pequenas "guloseimas" não ficam mais motivados a virem visitar-nos.

Feliz Ano Novo 2015 para todos.