VILAR DE MOUROS SEMPRE

Blogue que visa a promoção e divulgação de Vilar de Mouros, sua cultura, seus interesses, necessidades, realizações e suas gentes, mas que poderá abordar também outros temas, de ordem local, regional ou mesmo nacional.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

CORPO DE DEUS EM CAMINHA E VILARELHO


Arte na rua




Como vem sendo habitual, as ruas e praças de Caminha e de Vilarelho voltaram a ser embelezadas, na Festa do Corpo de Deus, por uma imensidão de flores, verdes e outros materiais, constituindo quadros de rara beleza, um verdadeiro regalo para os olhos de todos quantos, e muitos foram, quiseram marcar presença neste importante evento concelhio.



Refira-se que, tanto quanto me lembro, foi o primeiro ano em que tal aconteceu a um domingo (2 de Junho) já que, como se sabe, a festa do Corpo de Deus é sempre sessenta dias depois da Páscoa, calhando, portanto, a uma quinta-feira. 



Agora, tendo sido este um dos feriados religiosos suspensos (ou eliminados?) no âmbito do acordo entre o nosso (des)governo  e a troica, acontece que, até 2018 (só?), vai ter de ser comemorado a um fim de semana.

  
Mas isso são contas de outro rosário…

Especialmente para todos aqueles que, por se encontrarem longe ou por qualquer outro motivo alheio à sua vontade, não puderam estar presentes, aqui deixo algumas imagens colhidas um pouco antes da passagem da procissão. Não é a mesma coisa mas… dá para se ter uma ideia e é em situações como esta que aquele dito popular “vale mais uma imagem que mil palavras” faz todo o sentido.




Peço desculpa por algumas das fotos aparecerem, na miniatura, em posição incorreta. Clicando, ampliam e ficam na devida posição.

Termino felicitando todos quantos contribuíram para o sucesso de mais esta bela edição.










































quarta-feira, 8 de maio de 2013

Rio Coura e poluição - perspetiva de melhoras? Uffff...vamos esperar que sim!

Rio Coura, junto à ponte medieval, dia 25 de Abril de 2013
Na página on-line DESPESA PÚBLICA, onde pode ser consultado como, quanto, para quê e por quem é gasto o nosso dinheiro, o dos contribuintes, consta que foi feito por ajuste direto, ou seja, sem necessidade de sujeição a concurso (o que é permitido quando o valor não ultrapassa os 150 000,00 €) o seguinte contrato público: a empreitada de melhoria no controlo do escoamento das águas superficiais na área mineira de Covas.
A empresa adjudicante foi a EDM – Empresa de Desenvolvimento Mineiro, S.A., a contratada foi a FR3E – Energia e Novas Oportunidades, Lda. O contrato foi datado a 11 de Março de 2013, publicado a 21 do mesmo

Foto retirada do Google earth

mês, o preço no valor de € 87 951,50 e o prazo de execução de 30 dias.

Ao tomar conhecimento desta informação, não foi difícil associá-la ao que acontecera no dia 25 de Abril, quando vilarmourenses e visitantes foram desagradavelmente surpreendidos pela intensa coloração amarelada e opacidade das águas do Rio Coura, o que levou o GEPPAV – Grupo de Estudo e Preservação do Património Vilarmourense, a emitir um comunicado (Não houve 25 de Abril para os peixes do Rio Coura), denunciando publicamente a situação, alertando as autoridades   competentes, exigindo  a tomada de medidas de apuramento de responsabilidades e de resolu-
Foto Google, pós selagem, da EDM 
ção do um problema que se arrasta há muito. Nesse comunicado já se apontava, de forma inequívoca, como fonte causadora de mais esta agressão às outrora límpidas águas do rio, as mal seladas antigas minas de volfrâmio de Covas. Eu próprio também já alertara, em mensagem publicada neste blogue a 16 de Maio de 2011, para falhas que me pareceram graves na selagem em questão, falhas essas bem mais visíveis em épocas de chuvadas intensas, quando as fortes correntes arrastam consigo maiores quantidades de resíduos provenientes dos entulhos sobrantes das minas.
 
Bom, desta vez, pelo menos, verifica-se   que foi reconhe-
Foto de Setembro 2009
cida a necessidade de se intervir no sentido de melhorar as coisas.

Os membros do GEPPAV deslocaram-se ao local no dia 4 de Maio e, apesar de se encontrar tudo parado por se tratar de um sábado, falaram com residentes e constataram o decorrer de obras com recurso a maquinaria pesada usada para forte movimentação de terras. Estará, assim, tudo o indica, explicada a estranha coloração  do Rio Coura no dia 25 de Abril: as águas da ribeira do Poço Negro atiraram-lhe para cima com elevadas doses de entulho provocado pelas obras em curso. 

As amostras colhidas pelas autoridades para análise, esclarecerão, esperemos, se há ou não perigo de contaminação de qualquer espécie.

A concluir deixo no ar algumas questões que me parecem pertinentes:
Esta foto e as que se seguem foram todas obtidas na manhã de 04 de Maio

1 – Não poderia ter sido evitado o arrastar de toda aquela enorme quantidade de matéria para o rio Coura? Parece-me bem que sim e com custos reduzidos, dado o pequeno caudal da ribeira quando não chove, o que já não acontecia há uns dias.

2 -  Em caso negativo, não  deveria esta obra ter sido precedida de uma ampla informação, o mais detalhada possível, junto de entidades oficiais e público em geral, até como forma de evitar alarmismos desnecessários?

3 – Verifica-se a existência, no local, para além de outros materiais, de dois tipos de tubagem com diâmetros diferentes que, tudo o indica, deverá ficar soterrada. Qual será a sua função? O que vai, realmente, ser feito, quem acompanha e fiscaliza?

4 – Se a selagem (?) concluída em 2008 foi orçamentada em cerca de 1 600 000,00 € e deu no que deu, será que agora, com mais 87 951,50 € , o problema vai ficar resolvido?
Seria bom, muito bom mesmo, que assim fosse.


As fotos que junto documentam fases diferentes do processo, conforme legendas.
Os quatro números que  coloquei no mapa retirado do Google earth (2 ª foto) indicam:

1 - a confluência da ribeira do Poço Negro com as águas do Rio Coura;
2 - a zona das antigas minas, onde estão a decorrer as obras;
3 - a barragem de Covas;
4 - o local do Google earth de onde retirei a foto aí colocada pela EDM, após selagem das minas, concluída em 2008.


 
 
 
 
 
 
 
 

terça-feira, 30 de abril de 2013

Assembleia Geral do CIRV

Foi mais uma assembleia geral do CIRV – Centro de Instrução e Recreio Vilarmourense, realizada na tarde do dia 28 de abril e tendo como pontos-chave da ordem de trabalhos a discussão e votação do relatório e contas de 2012 e a eleição de novos corpos gerentes para o biénio 2013 – 2015.

O primeiro destes dois pontos foi aprovado por unanimidade pelos poucos sócios presentes, depois de lido o parecer favorável do conselho fiscal e analisado o mapa apresentado pela direção, com a discriminação das receitas, das despesas e suas proveniências. Num breve balanço constata-se que as primeiras foram no montante global de € 6 569,83, tendo as segundas sido de € 5 577,07, o que dá um saldo positivo no valor de € 992,76. Isto no que à gerência de 2012 diz respeito porque, tendo
transitado um saldo de € 3 057,4 do ano anterior, havia, assim, em janeiro de 2013, um montante disponível de € 4 050,16. São números baixos, que refletem a acentuada crise por que passa a coletividade, que vai resistindo, sobretudo, graças ao subsídio da câmara (€ 2 544.00) que reverteu, quase na íntegra, para a escola de música, e à receita proveniente do almoço dos reis (€2 160,00). Por outro lado, as despesas mais significativas vêm da escola de música ( €2 920,00) e, como é natural, do almoço dos reis (€ 1 460,17), sendo que este último deu, ainda assim, um lucro de € 699,83.
 
Relativamente ao segundo ponto - eleição de novos corpos gerentes - aconteceu aquilo que eu já temia e que fez com que, como presidente da assembleia geral, tivesse publicado o edital para esta convocatória com cerca de um mês de antecedência: não houve a apresenta-
ção de qualquer lista de candidatos.
Assim sendo e porque a atual direção (ou o que dela resta, já que alguns dos elementos que a integram nunca aparecem sequer às reuniões), não está disposta a continuar por muito mais tempo, decidiu-se marcar nova reunião, desta vez extraordinária, para o próximo dia dois de junho, a ver se surgem candidaturas que garantam o regular funcionamento da coletividade.


O CIRV atravessa um momento crítico e muito difícil, é certo, com poucas atividades e muitos sócios a voltarem as costas e a deixarem mesmo de pagar as cotas. Para além do contexto geral de crise que a todos, ou quase, atinge,  haverá outras e várias razões para que isto aconteça, como erros cometidos, se calhar por muitos, sócios e não sócios, dirigentes e não dirigentes, haverá
feridas abertas ainda mal cicatrizadas, por razões múltiplas, mas temos de ultrapassar tudo isso, de ser capazes de dar a volta a um estado de coisas que, quero crer, será passageiro, e devolver a vitalidade a uma casa com a história que esta associação possui e que em muito nos deve honrar a todos.

Neste momento perspetivam-se, aliás, dois fatores que podem vir a dar um forte contributo   pôr fim ou, pelo menos, para atenuar a escassa atividade desta instituição. A saber:

- O polidesportivo mandado construir pela câmara municipal, com apoios comunitários e que se encontra praticamente concluído desde agosto do ano passado, deverá, finalmente, ter a sua inauguração ainda durante este mês de maio, através da realização de um torneio cujo troféu para o vencedor, informou o presidente da direção, já existe, ficará em exposição, alguns dias, nos cafés da freguesia e foi pago do seu bolso pelo vice-presi-
dente (candidato a presi- dente, acrescento eu) da câmara. Tanta generosi- dade em vésperas de eleições não deixa de ser comovedora, mas pronto, já estamos habituados. 

 - Tudo indica que, graças ao trabalho desta direção, também com a ajuda do município,  no sentido de criar as condições exigidas por lei, esteja para breve a possibilidade de reabertura e funcionamento do bar que já em tempos existiu nas instalações do CIRV.

Como se vê, nem tudo é mau. O polidesportivo, sobretudo para os mais jovens – e como a associação precisa deles! – e o bar para todos, podem vir a desempenhar um papel determinante no renascimento desta casa.

Aguardemos e façamos votos (não são desses!) para que assim seja mas, não tenhamos ilusões, a última palavra será, sempre, dos sócios. 

quinta-feira, 11 de abril de 2013

ALMOÇO DOS REIS 2013

A tradição, felizmente, repete-se, e o Almoço dos Reis continua a ser notícia e motivo de satisfação para a comunidade vilarmourense.

Por ser um tema recorrente neste meu blogue, com três mensagens já publicadas relativas às edições de 2010, 2011 e 2012, não irei, para não ser repetitivo, alongar-me sobre o historial, o significado e a envolvência de um acontecimento que continua a conseguir mobilizar  à sua volta toda uma enorme moldura humana, num saudável espírito de convívio e de confraternização, sentando à
 

mesma mesa pobres, ricos (ainda os haverá por aqui?...) e remediados, pessoas de todos os quadrantes políticos, crentes e não crentes, de maior ou menor grau académico ou estatuto social.
 
Aqui, sim, pelo menos durante umas duas ou três horas, esquecem-se tricas, rivalidades, interesses e egoísmos mais ou menos mesquinhos,  partilham-se sobremesas e bebidas que cada um traz de casa, fortalecem-se o espírito de união e os laços de companheirismo e de solidariedade que, numa sociedade mais justa e “humana”, faria todo o sentido que prevalecessem em todos os atos da nossa vida. Pena que assim não seja e outros valores mais altos (?) se levantem.
Este ano foi no dia 7 de Abril, com o pavilhão do CIRV – Centro de Instrução e Recreio Vilarmourense - pratica- mente cheio, num total de mais de trezentas pessoas, na sua grande maioria vilarmourenses, mas com a presença, também, de familiares e outros amigos não residentes. 
 
Na mesa de honra estiveram, para além do presidente da direção e como convidados, o vice-presidente e também candidato à presidência da câmara nas próximas eleições, pelo PSD, Flamiano Martins, o vereador do pelouro da cultura, a presidente da Junta de Freguesia, o comandante da Capitania do Porto de Caminha, o deputado à Assembleia da República, Jorge Fão, e representantes das associações dos Bombeiros Voluntários e dos Dadores de Sangue de Caminha.
 
De assinalar também a participação, sentado entre “o povo”, do candidato socialista à presidência do município, Miguel Alves.

Foi mais uma edição muito bem sucedida, que respeitou o essencial de uma já velha tradição, incluindo a ementa, onde o arroz de sarrabulho e as febras não podem faltar e que culminou com a atuação do Grupo dos Reis (ou janeiras) que percorreu todo o salão, tocando e cantando as mesmas quadras que durante o mês de Janeiro já haviam sido levadas, pela calada da noite, a casa de todos os vilarmourenses.

Como é da praxe, usaram da palavra alguns convivas, desta vez o presidente da associação, o deputado Jorge Fão, a presidente da junta de freguesia e o vice-presidente do município. Foram intervenções curtas, mais ou menos de circunstância face ao evento em questão, mas com um
ou outro toque de eleitoralismo que, quanto a mim, era desnecessário.
Refiro-me concretamente à afirmação do ainda vice-presidente e candidato a presidente da câmara que, num assomo de populismo desajeitado, afirmou que pagaria do seu bolso o troféu em disputa, num torneio a organizar brevemente e que servirá para a inauguração do recinto desportivo mandado construir pelo município no espaço exterior do CIRV. Essa construção, apesar de o piso não ser o mais adequado,  foi, de facto, importante, agora quanto ao resto, como diria o Herman, “não havia necessidade”…

Estão, uma vez mais, de parabéns, todos quantos possibilitaram a concretização deste convívio, desde a direção aos tocadores, cantadores, cozinheiros (280 Kgs só de carne…é obra!), serventes (muita juventude…que falta fazem ao CIRV…venham ainda mais!) e outros.

A concluir e porque os atuais dirigentes vêm manifestando a sua indisponibilidade para serem reconduzidos, não posso deixar passar esta
oportunidade para me dirigir a todos os sócios e pedir-lhes que se unam, que se organizarem numa ou mais listas e se candidatem às próximas eleições, que terão lugar no próximo dia 28 de Abril, pelas 15H00, para os órgãos sociais do CIRV, conforme editais já afixados. Recordo que, para cumprimento do Regulamento Interno aprovado, as listas a apresentar deverão ser assinadas por todos os candidatos, com indicação do respetivo cargo, e entregues ao presidente da Assembleia Geral com 24 horas de antecedência.