VILAR DE MOUROS SEMPRE

Blogue que visa a promoção e divulgação de Vilar de Mouros, sua cultura, seus interesses, necessidades, realizações e suas gentes, mas que poderá abordar também outros temas, de ordem local, regional ou mesmo nacional.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

CENTRAL ANTIGA DE COVAS - Restauro de edifício secular

 A Junta de Freguesia de Covas, Vila Nova de Cerveira, promoveu a realização, a dois de Fevereiro de 2013, pelas 14H00, da inauguração do restauro do antigo edifício da Central Hidroelétrica do Coura, precisamente no dia em que se completa a passagem de 101 anos sobre a iluminação pública elétrica da vila de Caminha, a primeira de todo o Alto Minho e uma das primeiras do país a consegui-lo, graças à energia produzida nessa mesma central. A cerimónia, para a qual também fui convidado, como membro do GEPPAV – Grupo de Estudo e Preservação do Património Vilarmourense, decorreu  junto  ao  velho  edifício  que beneficiou,  bem

como toda a área envolvente, incluindo o caminho de acesso à EN 301 e a pequena ponte pedonal sobre o rio Coura, de alguns melhoramentos que, embora modestos, lhe conferem a dignidade mínima de que é merecedor, pelo que representa em termos de salvaguarda da memória histórica de um empreendimento que, para a época, foi de uma extraordinária importância para toda esta região e se ficou a dever ao enorme esforço, capacidade e arrojo de uma família caminhense que está na sua génese: a família Lourenço da Cunha.

Pena que não tenha sido possível a colocação de um telhado, mas isso iria onerar bastante a obra e a conjuntura financeira não é, como todos (ou quase) vimos sentindo na pele, nada favorável a gastos que possam ser deixados para mais tarde. Talvez noutra altura, quem sabe…

De qualquer modo, o agora realizado foi um enorme salto qualitativo na recuperação de um espaço que  se  encontrava  num completo  abandono,  com  o  edificio
principal em ruínas, à mercê de vândalos que, ao longo dos anos, o foram esvaziando de tudo quanto era desmontável e transportável, sobrando a maquinaria pesada, ou parte dela. 

Tratou-se de um ato simples mas de grande significado, com a presença de largas dezenas de pessoas (julgo que todas convidadas), da comunicação social, do Grupo Local de Covas (grupo de intervenção pertencente à Junta e articulado com a Proteção Civil), que foi animado pela atuação do Grupo de Bombos, da Associação Cultural e Recreativa do Divino Salvador de Covas e por um dueto que interpretou, cantando com acompanhamento à viola, o hino da freguesia.

Para além do secretário da Junta, Pedro Araújo, que terá sido o principal dinamizador des-
te projeto e que coordenou o evoluir de toda a sessão, usaram da palavra:

- Rui Manuel Esteves, Presidente da Junta de Freguesia de Covas;

- Damião Cunha, em representação da família Lourenço da Cunha (médico, a residir, atualmente, em Vilar de Mouros);

- Joaquim Gameiro, trabalhador da empresa durante mais de quatro décadas e antigo Presidente da Junta de Covas; 

- Paulo Bento, historiador e autor do livro Do Coura se fez luz; 

- Eng. Serranho, em representação da EDP;

- José Carpinteira, Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira.

De uma maneira geral foi, pelos oradores, relembrada e enaltecida a importância do papel dos mentores deste sonho, a família Lourenço da Cunha, há um século atrás, bem como de todos os que prestaram serviço na empresa ao longo dos anos; foi agradecida a colaboração de quantos, hoje, trabalharam, institucional ou individualmente, para que esta requalificação tivesse sido possível, nomeadamente a Junta de Freguesia de Covas, a Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, a EDP e o Professor Paulo Bento que, para além de ter colaborado
na elaboração dos painéis colocados nas paredes exteriores do edifício (junto duas fotos de parte dos mesmos), acabou por estar, de facto, na origem de tudo isto ao publicar, há precisamente um ano, por altura do centenário da inauguração da luz elétrica pública em Caminha, o livro que atrás referi. Por isso o seu nome figura, e com toda a justiça, na lápide comemorativa dos 101 anos, descerrada pelo sr Joaquim Gameiro, que aí trabalhou desde 1945 até 1987, sendo os últimos anos já na Central nova de France, da EDP, como encarregado. 

A jornada continuou com a abertura da porta do edifício restaurado, feita, simbolicamente, pelo pároco da freguesia, de modo a  que todos  pudessem  apreciar o seu interior e o que resta da maquinaria pesada que tanta
energia elétrica produziu, tendo concluído com a oferta de uma muito bem servida e farta merenda.

Bem hajam todos quantos contribuíram para esta realização, com particular realce, como primeira responsável e entidade organizadora, para a Junta de Freguesia de Covas.
 
 
 
 

sábado, 26 de janeiro de 2013

ONDAS DE SETE METROS EM MOLEDO

Sim, sete metros, anunciou a meteorologia para o dia 22 de Janeiro de 2013, como previsão da altura das ondas no mar de Moledo, uma das praias mais bonitas e frequentadas de toda a faixa litoral norte. Não tenho meios de garantir que assim tivesse sido, como é evidente, mas as imagens que aí captei, nesse mesmo dia, pelas dezassete horas, mesmo com a maré em baixo, dão uma ideia bem clara da impetuosidade da ondulação e da força do vento que a acompanhava. 

As gaivotas, essas sim, usufruíram a preceito da situação, andando, como bem se vê, numa verdadeira roda viva, desafiando, com uma agilidade impressionante, a intempérie e tirando a barriga de misérias ao colher, das águas revoltas, o alimento que o mar, com a sua fúria, arrancava das próprias entranhas e punha à sua disposição.



É um pequeno vídeo com um pouco mais de três minutos, sem quaisquer pretensões de qualidade artística (era o que faltava…foi feito em péssimas condições, sem sair do carro devido ao mau tempo e eu, de filmagens, sei muito pouco ou nada) mas que documenta uma situação que não é, propriamente, recorrente e que achei por bem registar e pôr aqui, sobretudo para os amigos e seguidores do blogue que andam por terras distantes e que, estou seguro, irão apreciar, até como paliativo para aliviar as saudades.

Como  música de fundo,  uma passagem de “O Lago dos Cisnes”, de Tchaikovsky, de que muito gosto  e que se enquadra bem, parece-me, no tipo de vídeo.
Aconselho a visualizarem em grande ecrã para melhor poderem sentir toda esta impressionante e maravilhosa força da natureza.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

TEATRO VOLTA AO CIRV

Após nova interrupção em 2011, o teatro voltou à cena, uma vez mais, pela quadra natalícia, no CIRV – Centro de Instrução e Recreio Vilarmourense.
Este ano foi no dia de Reis, 6 de Janeiro, numa tarde fria mas soalhenta de domingo.
Não tendo, nem podendo ter, o impacto da última edição, em 26 de Dezembro de 2010, também um domingo à tarde, nem por isso deixou de se revestir de uma importância assinalável, demonstrando à saciedade o significado que esta atividade continua a ter para os vilarmourenses em geral. 
Recorde-se que naquela altura assinalava-se a passagem do 75 º aniversário da coletividade, houve um forte empenhamento da direção, houve  a participação direta do GEPPAV – Grupo de Estudo e Preservação do Património Vilarmourense, conseguiu-se a colaboração do experiente Prof. Fernando Borlido,  que adaptou, encenou (incluindo a construção de novos cenários) e ensaiou uma peça escrita em 1949 pelo vilarmourense Avelino Porto, irmão do Arquiteto José Porto.
 
 
 
 
Desta vez tratou-se de um espetáculo mais simples, feito apenas com a “prata da casa” e que constou de três partes:

 1 - a execução individual, em teclado, de alguns trechos musicais, por três alunos da Escola de Música da associação, sob a orientação da respetiva professora, Lúcia Marques;
 
2 - a apresentação da peça “Atenção, sentido”, comédia de cariz militar, como o seu próprio nome indica e as fotos não deixam margem para dúvidas, escrita por Álvaro Peixoto e encenada pelo José Maria Barros, um vilarmourense já com larga experiência nestas andanças e membro de uma família que muito deu, e continua a dar, ao teatro amador. Basta reparar no número de “Barros” que aparece no elenco deste ano:

 . José M ª Lages Barros (encenador), Pedro Barrocas Costa, Gabriel Barros, Amélia Barros, Soraia Gonçalves, José Joaquim Barros, Sara Barros e Valter Gonçalves (ponto);

 3 – exibição de curtas passagens de danças modernas, por quatro “bailarinos” (alguns haviam acabado de participar na peça teatral e nem tiveram tempo de eliminar a maquilhagem, como se pode verificar pelas imagens, rsrsrsrs…..)
Foi um espetáculo divertido, proporcionado por um grupo de jovens, muito jovens mesmo, com pouca ou, em alguns casos, nenhuma experiência em palco, mas que mostraram possuir já algum saber estar, bastante à vontade e, sobretudo, muitas potencialidades. Esperemos que isso seja o indicador de que, a partir de agora, com estes e outros participantes, o tradicional Teatro de Natal não terá mais interrupções nesta associação.
O público compareceu em número assinalável, ultrapassando as expectativas, para o que terá contribuído o facto de as entradas serem gratuitas mas, talvez mais importante do que isso, o gosto que as pessoas continuam a ter pelo teatro e a decisão de voltar a realizar o espetáculo à tarde, em vez de ser à noite, o que afastaria, inevitavelmente, nesta época de frio ou chuva,  sobretudo as pessoas mais idosas ou debilitadas fisicamente.
 
 As minhas felicitações a todos quantos possibilitaram este importante evento e, aproveitando a oportunidade, votos de um 2013 com muita saúde e êxitos.


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

domingo, 16 de dezembro de 2012

Cheia no rio Coura - afundamento de jeep

Volto ao mesmo tema da cheia no rio Coura apenas para colocar um curto vídeo onde se pode apreciar como o excesso de confiança, falta de bom senso, ou chamem-lhe lá o que quiserem, conduz, quantas vezes, a situações graves, que põem em causa a própria vida. Este pequeno vídeo encontra-se publicado, como referi na mensagem anterior, no facebook e é da autoria de um jovem seixense, com o qual consegui falar hoje e que, tal como eu, considera que este tipo de situações merecem a mais ampla divulgação, como forma de chamar as pessoas à razão e evitar casos semelhantes no futuro. Assim, tendo conseguido fazer o seu download e após uma pequena edição, que se limitou, no essencial, a cortar pequenas passagens com uma linguagem pouco apropriada para publicação, mas perfeitamente compreensível para quem viveu, em direto, momentos de grande intensidade emocional, deixo aqui uma breve filmagem , de pouco mais de um minuto, com os meus sinceros agradecimentos ao seu autor, Marcelo Malheiro.