VILAR DE MOUROS SEMPRE

Blogue que visa a promoção e divulgação de Vilar de Mouros, sua cultura, seus interesses, necessidades, realizações e suas gentes, mas que poderá abordar também outros temas, de ordem local, regional ou mesmo nacional.

domingo, 26 de janeiro de 2014

GEPPAV - uma década de muito trabalho



O GEPPAV - Grupo de Estudo e Preservação do Património Vilarmourense, secção autónoma do CIRV – Centro de Instrução e Recreio Vilarmourense, está a assinalar a passagem do 10 º aniversário da sua fundação, em janeiro de 2004, com um vasto e diversificado conjunto de iniciativas. De entre elas destaca-se o lançamento, já realizado, no dia 19 de janeiro, domingo, às 11 horas, na sede do CIRV, do IV Caderno do Património Vilarmourense - “Minas e mineiros em Vilar de Mouros no século XX. Exploração de estanho e volfrâmio nas concessões da Fonte Nova e Castelhão” – obra de que são co-autores o GEPPAV e a geóloga Raquel Cepeda Alves, investigadora e doutoranda da Universidade do Minho e que contou com o apoio da Câmara Municipal de Caminha, Junta de Freguesia de Vilar de Mouros e Direção Regional de Cultura do Norte.


O vídeo supra mostra, de forma resumida mas com bastante fidedignidade, o que foi a cerimónia da apresentação ao público dessa importante obra, uma sessão muito participada, como se pode constatar e em cuja mesa estiveram presentes, para além do Presidente da Direção do CIRV, Mário Ranhada, como anfitrião, os oradores Joaquim Aldeia, em representação do GEPPAV, a geóloga Raquel Alves, o Presidente da Junta de Freguesia, Carlos Alves e o Presidente da Câmara Municipal, Miguel Alves. 

Antecedendo esse ato foi feita uma visita às oficinas de ferreiros Fontes e Torres, ambas, praticamente, desativadas (a primeira mais), visita que teve como principal objetivo mostrar ao sr Presidente da Câmara dois edifícios que o GEPPAV considera, desde há anos, pela sua história, pelo seu valor patrimonial, pela riqueza
do seu espólio (em perigo de se perder) e pela sua localização, locais de grande inte- resse, quer para a freguesia, quer para o próprio concelho, com vista à criação de um núcleo museológico.

Seguiu-se, no espaço da antiga Estufa, a inaugu- ração, pelo Presidente da Câmara Municipal, de uma exposição retrospe- tiva do trabalho do GEPPAV realizado du- rante dez anos, que inclui, como maior atra- tivo, a apresentação pú- blica de uma importante linha de investigação — “Famílias Vilarmourenses” — que possibilita a consulta presencial da árvore genealógica a todos aqueles que nasceram ou têm relações de parentesco na freguesia.

Junta-se um pequeno slide-show com fotos que documentam esses dois momentos.

 

De assinalar ainda uma visita guiada, pela geóloga Raquel Alves, ao património mineiro de Vilar de Mouros, em Castelhão e na Fonte Nova, no dia 25 de Janeiro, pelas 15 horas, tendo a Câmara Municipal garantido já a cedência, para o efeito, de uma camioneta com 36 lugares e a Junta de Freguesia a limpeza dos acessos e dos locais a visitar, bem como a criação de um novo portal do GEPPAV na Internet - http://www.geppav.com/site/. 

Esta exposição manter-se-á até ao dia 2 de fevereiro, estando aberta ao público às sextas-feiras, das 15 às 19 horas, sábados e domingos, das 10 às 13 horas e das 15 às 19 horas e, a finalizar, está marcada para 8 de fevereiro, sábado, no Centro Cultural de Vila Praia de Âncora, a inauguração da reposição de uma outra, “José Porto (1883-1965). Desvendando o arquitecto de Vilar de Mouros” , que aí ficará patente até ao dia 23.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

FESTIVAL DE ... ÁGUA

Pois é. O nosso rio Coura, que quase desaparece no verão, volta e meia “arma-se” em valentão, na época de maiores chuvadas. Um bazófias, é o que é (como o Mondego) e este inverno já está a abusar, sendo a quinta ou sexta vez que extravasa as suas margens, partindo Vilar de Mouros  ao meio. Eu e todos os residentes no lugar do Agrelo, na sua margem esquerda, ficamos isolados do resto da freguesia, impedidos de nos deslocar-
mos  a locais como a escola, a igreja, a associação, cafés e outros espaços comerciais, tudo situado na margem direita. Não é, propriamente, agradável… A alternativa é a saída pela EN 301, em direção a Caminha, mas atenção…às vezes também não funciona, porque a água pode impedir a passagem em dois locais na freguesia de Argela e, quando isso acontece, só há uma solução: a auto-estrada A 28. Esperemos que, com a anunciada colocação de portagens nessa via (SCUT -  Sem Custos para o Utilizador… lembram-se?), não sejamos obrigados a desembolsar mais uns trocos só porque o rio decidiu armar-se em esperto…

Hoje, por exemplo, por volta do meio dia, embora desse, com algum cuidado, para passar na EN 301 (eu fi-lo), havia água a cobrir a via em dois troços e, segundo informações, de manhã  cedo não era mesmo possível passar para Caminha. Parece-me importante referir que, pelo menos um desses pontos, no final da reta de Argela, pode ser particularmente perigoso, com um pouco mais de volume de água e sobretudo de noite, por se encontrar próximo de uma curva apertada e pela forte corrente que é costume aí formar-se, transformando a estrada numa espécie de açude.
As fotos e o curto vídeo que publico ilustram a já assinalável dimensão de mais
esta enchente e justificam o título da mensagem: toda aquela área inundada, nos largos do Casal e do dr António Barge, nas Azenhas, na estrada  da Ponte e junto ao palco, é o espaço onde se vêm realizando e esperemos que se voltem a realizar, os grandiosos festivais de Vilar de Mouros. 
Também a música de fundo que escolhi  não foi ao calhas: é de um grande grupo que já por cá passou, salvo erro em 1999: os Pretenders. Quem sabe se um dia…




sábado, 4 de janeiro de 2014

CONCERTO DE NATAL

Igreja Matriz de Caminha


A Academia de Música Fernandes Fão (Vocalis Polyphonia e Orquestra de Cordas) e o Orfeão de Vila Praia de Âncora  realizaram, no âmbito do programa “Concertos  Quadra Natalícia”, na Igreja Matriz de Caminha, no dia 28 de Dezembro de 2013, pelas 21H30, um magnífico Concerto de Natal composto por duas partes, a primeira sob a Direção Coral de Liliana Quesado e tendo como solistas Marina Pacheco e Tânia Esteves e a segunda sob a Direção de Jaime Alvarez.
Foi  um momento de rara beleza, com muita e entusiástica assistência, do qual recolhi alguns excertos que resultaram no vídeo que podem apreciar clicando na imagem. Peço desde já desculpa pela qualidade da gravação não ser a melhor mas…foi a possível, dadas as limitações técnicas.
As minhas felicitações a todos quantos participaram ou colaboraram, possibilitando a realização deste belo espetáculo.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

ILUMINAÇÕES DE NATAL

Mais um Natal nos bate à porta, num período em que inúmeras famílias portuguesas estão a ser fustigadas por uma crise para a qual em nada contribuíram.  São já milhões os portugueses que se encontram abaixo ou próximo do limiar da pobreza, muitos dos quais em situação desesperante. 

É assim a vida. Os mais débeis e humildes pagam sempre pela incompetência, pela ganância, prepotência, falsidade e ausência de escrúpulos dos mais poderosos. Sempre assim foi e (espero enganar-me), assim sempre será. Porquê? Porque a maioria de nós permite, com o seu silêncio cúmplice ou oportunismo mesquinho, que assim seja. 
Bah…mas lá estou eu outra vez a incomodar os corações mais sensíveis em plena época natalícia. Bolas, que tipo mais chato! Afinal não estamos no Natal?  Então vamos fazer de conta que está tudo bem, que somos todos bonzinhos, solidários (ahahahah) e cheios de bons sentimentos! Vamos acreditar que o governo (que elegemos…) e seus amigos troicanos tudo estão a fazer para recuperar o país e proteger os que mais precisam. 

Sim…pois… parece que há pessoas que atravessam algumas dificuldades, mas temos de aceitar, às tantas a culpa também é delas, há quem não goste de trabalhar…blá, blá, blá (pensar assim ajuda a aliviar a consciência), vamos mas é brindar com os familiares e amigos, comer um bom bacalhau, rabanadas, beber uma boa pinga e esquecer tudo o resto, que não é nada connosco!

Bom, o que é dramático é que, de facto, cada um de nós, de per si, pouco ou nada pode fazer. Coletivamente, sim, poderíamos e deveríamos fazer bem melhor em prol de uma sociedade onde justiça e democracia não fossem palavras cada vez mais esvaziadas de sentido.

A terminar e para que me perdoem estes desabafos, deixo aqui a minha pequena dádiva de Natal, consubstanciada num curto vídeo por mim editado a partir de imagens que colhi das iluminações natalícias de Vilar de Mouros (um pequeno presépio), Caminha e Seixas. Tenho pena de não o ter feito noutras freguesias também mas…não deu, fica para a próxima.  É um trabalho bem simples que dedico, em especial, aos vilarmourenses, caminhenses e outros amigos pelo mundo espalhados, como forma de amenizar as saudades, sempre mais fortes nestas quadras festivas.

Boas Festas e Feliz 2014 para todos.

Para ver, clicar na foto (pode ser visto em tela cheia)


segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

BELEZA E ELEGÂNCIA

Sem quaisquer pretensões artísticas mas apenas porque acho bonito, deixo-vos aqui um pequeníssimo trabalho de vídeo feito a partir de umas fotos que tirei em Moledo, junto à praia, onde passo longos momentos, de verão e de inverno, contemplando uma das mais belas das muitas maravilhas com que a natureza decidiu contemplar todo este, quantas vezes desprezado pelas mais altas esferas, alto-minho. As vedetas, desta vez, são gaivotas. Dura apenas minuto e meio. Podem ver AQUI.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

AUTÁRQUICAS - TOMADAS DE POSSE

Em resultado das eleições de 29 de Setembro último, foram empossados no dia 18 de Outubro os novos autarcas para a Câmara Municipal de Caminha e para a Junta de Freguesia de Vilar de Mouros. Para a primeira, às 18 horas, no Cineteatro Valadares e para a segunda à 21H30, na respetiva sala da assembleia.

No município

Não me tendo sido possível estar na sede do concelho, para assistir à tomada de posse do novo Presidente da Câmara, o socialista Miguel Alves, bem como dos restantes eleitos para aquele órgão e para a Assembleia Municipal, nem por isso posso deixar passar esta oportunidade para aqui manifestar a minha profunda satisfação pela mudança verificada no município, pondo termo a um ciclo de governação profundamente antidemocrático, como tantas vezes denunciei neste blogue e fora dele. O dia 29 de Setembro de 2013 dificilmente será esquecido por todos os caminhenses que põem valores como a dignidade, a justiça, a equidade e o direito de ter opinião, acima de  quaisquer outros. Não tendo dúvidas de que a grande responsável por este clima de crispação, de tratamento desigual para “os amigos” e para “os outros”, quantas vezes de autêntica perseguição, foi a presidente cessante, Júlia Paula Costa (contra quem não tenho nada de pessoal, note-se) também não as tenho de que, sozinha, nunca conseguiria ter feito o que fez e alguns, talvez bastantes, terão, à sua sombra, usufruído de benesses e regalias de, pelo menos, muito duvidosa legitimidade ou mesmo legalidade. Assim e quando muitos (eu próprio tive sérias dúvidas, tenho de o admitir) atribuíam grande favoritismo ao PSD, até pelo eleitoralismo descarado de que se revestiram grande parte das iniciativas camarárias nos últimos meses de mandato, eis que uma enorme vaga de fundo varre o concelho, as pessoas ganham consciência da necessidade de mudança, confiam na mensagem de esperança que o Miguel Alves tão bem soube transmitir e dão-lhe uma vitória que, embora curta na diferença do número de votos – 261 – teve um mérito e um significado enormes, se atentarmos no verdadeiro fosso que separava a votação entre os dois partidos no ato eleitoral de 2009 e que lhe era, naturalmente, desfavorável: “apenas” 1754 votos! Brincando um pouco apetece-me dizer que…ia atrás 1754…passou para a frente 261…é só fazer as contas! E eu fi-las: numas eleições em que votaram 10 961 pessoas, conseguiu recuperar 2015 votos! 


Na freguesia

 

Os vilarmourenses, pelo menos, não podem queixar-se de falta de opções de escolha! Foi uma farturinha: quatro listas para uma freguesia com 767 eleitores! Caso único num concelho onde freguesias em tudo semelhantes foram a votos com uma só lista! Dado que o total de inscritos nessas quatro listas ultrapassava, entre efetivos e suplentes, os oitenta, temos uma média de pouco mais de 8 eleitores para cada candidato! É obra!  Curiosamente, eu, que sempre fiz parte das listas desde que há eleições pós 25 de Abril, desta vez fiquei, por opção, de fora. Expliquei o porquê na minha mensagem anterior e estou muito feliz por tê-lo feito. Acho que tenho uma certa propensão para remar contra a maré...feitios, como diria o Raul Solnado... uma questão de dignidade e de me recusar a pensar pela cabeça dos outros, digo eu, mesmo que à custa de eventuais prejuízos pessoais, da incompreensão de alguns e até da maledicência ou hostilidade de, felizmente, muito poucos.
 
Cada um é como cada qual, como diz o povo.
 

Mas voltemos às eleições.

Em Vilar de Mouros, votaram 562 pessoas, a saber:

 CDU – 178 – 31,67%

 PSD – 154 – 27,40%

 PS – 120 – 21,35%

 MIV (lista de independentes) – 88 – 15,66%

 Votos brancos – 8

 Votos nulos – 14

Não vou aqui tecer grandes comentários sobre estes números. Destaco apenas:
 
 - o regresso da CDU às vitórias (há quatro anos perdeu por dois votos…) mas com uma diferença de apenas 24 votos para o PSD, o que obrigou à necessidade de entendi- mentos para poder constituir a Junta de Freguesia. Fê-lo, natural- mente, com o PS, como adiante se verá.

-  a enorme dispersão de votos, o que me parece normal depois de uma campanha com uma intensidade e um envolvimento de tantas pessoas como não há memória;

 -  o elevado número de votos nulos e em branco (22 no total…), o que me parece sintomático e merecedor de uma profunda reflexão por parte de todos. É que, uma coisa é ficar em casa e não ir votar, talvez por comodismo, esquecimento, ou outra razão qualquer (fizeram-no 205 pessoas); outra bem diferente é a pessoa dar-se ao trabalho de se deslocar à secção eleitoral e, votando, dizer: “vim cá cumprir o meu dever de cidadania mas nenhum de vós me serve”.
 
Claro que as motivações de cada um só o próprio as saberá mas, em geral, não andarão muito longe disto e, em eleições para uma pequena freguesia, com quatro listas à escolha, onde todos se conhecem, estes números, só por si, não me parecem bom indicador.

O ato de posse foi uma sessão bastante participada, com a sala cheia e várias pessoas a terem de ficar de pé.

Miguel Alves, empossado nas suas novas funções de Presidente da Câmara duas ou três horas antes, fez questão de estar presente, gesto que considero de enorme importância por tudo aquilo que pode querer significar em termos da criação de laços de uma convivência sã e boa cooperação entre ambas as instituições.

Iniciados os trabalhos, o Presidente da Assembleia cessante, Mário Ranhada, procedeu à chamada e à instalação dos seguintes novos eleitos, conforme resultados obtidos:

 - Carlos Alves e João Arieira, da CDU (2);

 - Sónia Fernandes e José Carlos Fernandes, do PSD (2);

 - Sónia Torres e Vitor Barrocas, do PS (2);

 - João Filipe Lages, do MIV (1).


Cedendo, de imediato, a presidência provisória ao primeiro da lista mais votada, Carlos Alves, da CDU, os trabalhos prosseguiram até que, por proposta deste último, aprovada por maioria, a nova Junta de Freguesia passou a ter a seguinte constituição:


 Presidente – Carlos Alves (CDU)


 Vogais – Sónia Torres (PS)


                 João Arieira (CDU)


Feita a reconstituição da Assembleia de Freguesia, com a entrada de Amélia Guerreiro e Jorge Lages de Barros, da CDU, e Margarida Rocha, do PS, para substituição dos três elementos que passaram a integrar a Junta, passou-se à eleição da respetiva Mesa, que ficou, também aprovada por maioria, com a seguinte composição:

 - Presidente – Amélia Guerreiro (CDU)

 - 1º Secretário –  Margarida Rocha (PS)

 - 2º Secretário – Vitor Barrocas (PS)

Terminados os trabalhos e passando a Mesa a ser ocupada pelos três recém empossados, foi a altura de se proferirem umas breves alocuções, mais ou menos circunstanciais, alusivas ao ato, de que destaco, muito sucintamente, apenas as que me pareceram mais significativas:

- Amélia Guerreiro – sublinhou a importância de, pela primeira vez, estar presente num ato de posse nesta localidade o sr Presidente da Câmara, tendo-se congratulado com esse facto; apelou à união de todos e informou que a Mesa da Assembleia enviará aos delegados, atempadamente, todos os documentos a serem votados na sessão seguinte, podendo fazê-lo em formato digital a quem indicar o seu e-mail; (Nota: se a memória não me falha, e estou convencido que não, já cá esteve presente numa sessão de tomada de posse a presidente Júlia Paula. Fê-lo quando foi empossada a junta anterior, do PSD, não o tendo feito nas duas vezes em que foi empossada a junta CDU. Com sempre tratou todos com equidade..."à juliana", tratou-se de mais uma coincidência).

- Carlos Alves – agradeceu a presença do sr Presidente da Câmara, a que atribuiu importante significado, bem como o espírito de cooperação dos eleitos socialistas para o encontrar de uma boa solução para a Junta e Mesa da Assembleia; referiu a intenção de contar com o apoio e colaboração  de todos no encontrar das melhores soluções para a freguesia e de estar muito mais interessado em olhar para o futuro do que para o passado;
 

- Miguel Alves – felicitou todos os eleitos, destacando a riqueza do debate político em Vilar de Mouros, no contexto concelhio; cumprimentou os que cessam funções e enalteceu os esforços que desenvolveram no trabalho que fizeram para a freguesia; referiu ser a primeira tomada de posse a que assiste muito pouco tempo depois de ele próprio ser empossado e que gostaria que este gesto, para já uma novidade, passasse a ser coisa normal e regular no futuro; destacou a importância de um bom espírito de colaboração entre município e freguesias, bem como a sua disponibilidade para delegar nelas o maior número possível de competências e respetivos recursos;

- Sónia Fernandes – manifestou alguma tristeza e desapontamento por não ter conseguido o apoio popular suficiente para continuar em funções, afirmando que fez, com a sua equipa, o melhor que lhe foi possível, que nem tudo terá sido como tão bom como ela própria gostaria, e terminou desejando ao novo executivo os maiores êxitos, oferecendo-se para ajudar em tudo que estiver ao seu alcance.

Vou ter de concluir, que o texto já vai longo, mas não posso fazê-lo sem eu próprio deixar de expressar aqui, também, os meus melhores cumprimentos e votos de felicidade aos elementos da junta cessante, por quem fui sempre tratado com todo o respeito e consideração e que, estou certo, fizeram o melhor que puderam pela freguesia.

Aos que iniciam este novo mandato, num período bem difícil de crise generalizada a nível nacional, apenas desejo uma coisa  tão simples quanto isto: que passem das palavras aos atos! Se as ações corresponderem às intenções ora manifestadas, e espero e creio que sim, as coisas vão correr bem de certeza, até porque existem, à partida, excelentes condições relacionais para que isso suceda. Vamos todos fazer força nesse sentido, para bem de Vilar de Mouros e de Caminha.
 
Sei, sabemos, que a tarefa que os espera não é fácil, mas também sei, sabemos, que, se todos quiserem, muita coisa pode ser realizada. Assim os novos intérpretes do poder, quer a nível de concelho, quer de freguesia, tenham determinação, força e coragem    para o conseguir. Pela minha parte só lhes posso desejar os maiores êxitos.


sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Por que vou votar MIGUEL ALVES

Temos eleições autárqui- cas à porta: para o município e, pela primei- ra vez, para 14 das habituais 20 freguesias do concelho, já que a maioria que nos (des)governa, PSD e CDS   decidiu, contra a vontade da esmagadora maioria das populações, forçá-las a “casamentos de conveniência”, para a redução do seu número.

Como se sabe, em Caminha há uma direita e três esquerdas. Tal como a nível nacional, também neste concelho as forças mais conservadoras encontram quase sempre forma de reunir tropas no ataque ao poder. Depois de lá instaladas repartem, “democraticamente”, o espólio entre si  e, como diz a canção do Zeca Afonso, “eles comem tudo e não deixam nada”. 

Nem sequer me interessa aqui e agora falar da (in)competência ou não deste executivo na abordagem e resolução dos múltiplos problemas que vêm assolando, em crescendo, o nosso concelho. Preocupa-me mais o clima asfixiante, por falta de liberdade, que se instalou em Caminha: é  que não há memória, nesta linda terra, em democracia, de um exercício de poder autárquico tão autoritário, prepotente, discricionário e até persecutório como o atual. Podia citar casos factuais múltiplos, alguns até ocorridos comigo, quando membro de uma junta que foi massacrada por esta maioria municipal, mas nem vale a pena. Já tudo foi denunciado publicamente, tem sido mais do que badalado e só não o sabe ou reconhece quem anda muito distraído, quem já retira ou espera vir a retirar dividendos da situação ou então…quem tem medo. Sim, no concelho de Caminha, quase 40 anos depois do 25 de Abril,  ainda há medo de se dizer o que se pensa. O delito de opinião existe. Todo aquele que, de algum modo, depende da câmara para ganhar a vida, e não nos esqueçamos que esta é, apenas e de longe, a maior entidade empregadora do concelho…que se cuide! 

Não será, assim, por acaso, que os três partidos da oposição, PS, CDU e BE, venham convergindo, quase por unanimidade, nas duras críticas ao executivo e nas votações em assembleia municipal onde, por desgraça, estão em minoria. Como não será também por acaso que, pela primeira vez, tenham tido a iniciativa de avançar para a busca de uma tentativa de acordo entre si, no sentido de se apresentarem unidos, em coligação, ao eleitorado.

Lamentavelmente, isso acabou por não ser possível. A primeira e decisiva machada, foi dada pelo PCP. Os seus representantes abandonaram os trabalhos logo na segunda reunião, não por discordâncias locais, mas por orientação nacional do partido. As negociações entre o PS e o BE prosseguiram, houve acordo total a nível concelhio e distrital mas…a direção nacional deste último não o avalizou por estarem envolvidas apenas duas forças partidárias. 
O PSD deve ter esfregado as mãos de contente. Acabara de lhe ser prestado um excelente serviço.

Para mim, que durante 37 anos consecutivos (!) participei em listas apoiadas pelo PCP, tendo sido eleito nos primeiros 33, sendo 13 para a Assembleia e 20 para a Junta de Freguesia de Vilar de Mouros, tudo isto foi uma dolorosa deceção e só pode ser justificado à luz de mesquinhas estratégias eleitoralistas partidárias que, pelos vistos, são mais valorizadas que os reais interesses da população de Caminha. Ora, assim, não contem comigo. Se ainda admiti integrar uma lista unitária, numa qualquer posição onde fosse considerado útil, nas atuais circunstâncias achei que era tempo de me retirar definitivamente das lides partidárias, que não das minhas responsabilidades como cidadão livre e preocupado com o contexto social em que estou inserido.

É precisamente nessa condição e assumindo a defesa de valores que me são muito caros, como sejam a liberdade e a equidade, diariamente espezinhados por uma maioria municipal com muito poucos escrúpulos, que tem como principal objectivo, não o desenvolvimento harmonioso do concelho e o bem-estar de todos os munícipes, mas antes a manutenção do poder pelo poder a qualquer custo, que me atrevo a pedir aos caminhenses, de todos os quadrantes, que não concordam com o prosseguimento de uma política geradora de injustiças, divisionismos e hostilidades doentios entre conterrâneos, que concentrem os seus votos, no dia 29 de Setembro, no único candidato capaz de materializar uma reviravolta neste estado de coisas e possa devolver a Caminha o são espírito de convivência democrática: o Miguel Alves, do Partido Socialista. Eu vou fazê-lo, com toda a convicção.