VILAR DE MOUROS SEMPRE

Blogue que visa a promoção e divulgação de Vilar de Mouros, sua cultura, seus interesses, necessidades, realizações e suas gentes, mas que poderá abordar também outros temas, de ordem local, regional ou mesmo nacional.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Jardim de Infância de Vilar de Mouros

Festa de fim de ano escolar 2011/12


As crianças do Jardim de Infância de Vilar de Mouros despediram-se do ano letivo que ora termina (falta apenas a ida à praia) com a sua tradicional festinha, oferecendo a familiares e amigos, nas instalações do Centro Escolar, um bem divertido espetáculo com a duração de cerca de uma hora e que constou, sobretudo e como vem sendo habitual, da interpretação e dramatização de contos e canções adequados à idade, em grupo ou individualmente, com muita alegria, ritmo e vivacidade, sob a coordenação da educadora Margarida, da professora da Academia de Música Fernandes Fão, Elza Ferreira (que desempenhou ainda um importante papel no trabalho prévio de preparação com as crianças) e das auxiliares de educação, Lúcia e Justina. 
Este ano, ao contrário do que aconteceu em 2011, a festa não foi em simultâneo com a dos alunos do 1º ciclo, por razões que desconheço mas que poderão resultar também da exiguidade do espaço, tendo a destes últimos já ocorrido em data anterior. Parece-me que, havendo condições mínimas para o fazer, seria bem melhor juntar os dois níveis de ensino, mas é uma opção da escola que há que respeitar.











Concluído o espetáculo, os alunos finalistas, vestidos a rigor, foram agraciados  com os respetivos diplomas, documentos que, estou certo, serão guardados com todo o carinho, já que significam o concluir com êxito da primeira etapa de um percurso escolar que se deseja longo e profícuo. Também a educadora Margarida, que perfaz trinta e três anos de serviço, recebeu flores e outras prendas dos pais dos alunos finalistas, a todos agradecendo, com voz emocionada, não só esse gesto de reconhecimento como toda a colaboração e ajuda que lhe foi sendo prestada ao longo de um ano difícil, segundo disse, por colegas, auxiliares, famílias e Junta de Freguesia.
Como não podia deixar de ser, a festa acabou com uma farta merenda (sem crise)
 tendo os pais levado os seus farnéis que, colocados nas mesas, estiveram à disposição de todos (eu incluído, que nada levei...rsrsr). Assim, o meu obrigado, muito em especial à educadora Margarida, que teve a amabilidade, uma vez mais, de me telefonar a convidar para este evento simples, mas cheio de significado.

Junto algumas fotos e breves extratos em vídeo
  

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Caminha e Vilarelho engalanadas


Festa do Corpo de Deus



Cumpriu-se, uma vez mais, a velha tradição de colorir, no dia do Corpo de Deus, que este ano ocorreu a 7 de Junho, as praças e ruas das freguesias de Caminha e Vilarelho por onde desfila a procissão que sai da Igreja Matriz, na primeira, vai até à Igreja Velha, na segunda, regressando depois.

É um trabalho intenso de várias semanas, que envolve a recolha, armazenamento e preparação dos materiais necessários (verdes, flores, serrim, sal, tintas, moldes e outros) e, na noite que antecede a procissão, a construção, no terreno, de tapetes de rara beleza, saídos da imaginação e da arte de populares caminhenses anónimos que, ano após ano, os concebem e executam.
Pena que a sua durabi- lidade seja tão curta, mas não poderá ser de outra maneira e, pelo menos, fica o registo, como o que eu e muitas outras pessoas fizemos, em fotos e vídeos, até do alto das ameias da Torre do Relógio, como se pode constatar numa das fotografias que publico.

A edição deste ano terá sido um tanto prejudicada pelas fortes chuvadas que caíram ao fim da noite, danificando trabalhos já executados, muito em especial os que continham sal, que se desfez, mas nem por isso teve menos valor.

Tratando-se de um ato tradicional católico não deixa de ser, também, pelo número de pessoas que envolve, pelas muitas horas de trabalho que exige, sobretudo ao serão, pelos laços de companheirismo e solidariedade que fomenta, pela  grandiosidade e beleza do trabalho final conseguido e pelo consequente contributo para a elevação e promoção do nome de uma tão linda terra, mais badalada ultimamente por más do que por boas razões, um motivo de satisfação para todos os caminhenses, independentemente das suas crenças religiosas.

Parabéns, portanto, a todos quantos, com trabalho ou de qualquer outro modo, deram a sua contribuição para o êxito de mais esta edição 2012.

domingo, 3 de junho de 2012

TERRA DE NINGUÉM

Se não é, parece


O troço mais alto da Estrada de Fornelos, desde o cruzamento com a Avenida da Bela Vista (Seixas) até ao entroncamento com a Rua da Liberdade (Lanhelas) e a Estrada do Funchal (Vilar de Mouros) parece, realmente, não pertencer a ninguém.
Recuando um pouco no tempo, recorde-se que aquela via municipal, que liga o interior à EN 13, beneficiou de importantes intervenções, iniciadas em finais da década de 80 e concluídas uns anos depois, com a colocação de um tapete betuminoso,  quando o PS ainda era e se manteve durante uns anos mais, poder, na Câmara Municipal de Caminha. Esse tapete, porém,não abrangeu a totalidade
da via, limitando-se a fazer a ligação entre as já referidas EN 13 e a Avenida da Bela Vista. Desconhecendo os motivos de tal opção, poderá a mesma estar relacionada com o facto de, simultaneamente, ter aí ocorrido uma forte expansão urbanística, tendo sido construídas muitas novas moradias.
O que é certo é que já passaram cerca de vinte anos, há onze que o poder municipal passou para o PSD  e os cerca de 300 metros restantes, que servem, essencialmente, Vilar de Mouros (sobretudo o Lugar do Funchal), mas também Lanhelas e outras localidades do interior, não mais beneficiaram de uma intervenção adequada, encontrando-se o
seu pavimento em estado deplorável. Soube que, recentemente, as juntas de freguesia de Seixas, Lanhelas e Vilar de Mouros enviaram à Câmara Municipal um pedido conjunto no sentido de se resolver a situação. Também na Assembleia Municipal de Abril a questão foi levantada por um deputado não tendo, porém, obtido qualquer resposta  da presidente do executivo.

Mas não é apenas o piso que me leva a trazer aqui este assunto. É também a total ausência de iluminação pública em todo esse troço. Havendo três postes consecutivos com lâmpada (sim, TRÊS - foto 2), nas proximidades do cruzamento com a Avenida da Bela Vista e do armazém nesse local construído, não existe uma única nos cinco postes seguintes, no sexto aparece a primeira lâmpada, mas voltada para a oficina metalo-caminha, e só no sétimo, já na confluência das três estradas, surge outra, agora sim, direcionada para a via. São 300 metros sem qualquer iluminação.
Bem sei que não existem habitações nesse trajeto, mas algumas pessoas têm de nele passar a pé, por vezes de noite, para irem para casa e há quem tenha medo, porque a escuridão é total, num percurso extenso, sinuoso e com bastante arvoredo.  

 As fotos que junto ajudam a documentar o que acabo de escrever.  Na primeira, extraída do google-earth , pode ver-se, de forma clara, o início e o fim do troço em questão, devidamente assinalados com um círculo, bem como a vegetação que dificulta ainda mais a visibilidade. Nas restantes fotos vêem-se as outras lâmpadas existentes (na foto sete a que está voltada para a oficina), partes do trajeto e pormenores do estado do piso.